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ASSOCIADO NA MÍDIA: ENTREVISTA COM A FRIVASA

 Fundada em 1974 em Itajubá, em Minas Gerais, por Saulo Germiniani, a empresa frigorífica, de origem 100% nacional, tem uma importante atuação nos segmentos alimentício e de subprodutos. Em 2005, a administração passou para as mãos dos filhos do fundador. Saulo Barros Germiniani e Emerson Barros Germiniani , que embora acompanhassem as evoluções do mercado mantiveram os princípios do negócio, ou seja, agregar qualidade em todas as etapas,  desde a aquisição de matéria-prima, industrialização, venda e logística, valorizando a imagem construída nesses 39 anos com dedicação e esforço.
 
A FFRIVASA tem vivenciado uma consistente onda de crescimento, impulsionada principalmente pelos investimentos em infraestrutura, aumentando a eficiência e eficácia dos processos.  Foram adquiridos equipamentos de última geração, além de realizada uma reforma geral, adequando o frigorífico e a graxaria, às mais rígidas legislações. Em virtude dessa reforma e ampliação, a FRIVASA também investiu em material humano, gerando emprego e fonte de renda para colaboradores de Itajubá e cidades vizinhas. São 25 funcionários que atuam em dois turnos de trabalho. Para falar sobre a atuação da empresa, conversamos com Emerson Barros Germiniani. Confira!

ABRA – Quais os projetos de expansão da empresa?

Emerson Barros Germiniani – A nossa graxaria passou há dois anos por um processo de expansão. Na verdade, foi constituída uma nova empresa, com aquisição de novos equipamentos de maior capacidade, processos mais automatizados e foi desenvolvido um layout que atendesse plenamente as legislações do mercado de exportação, além do mercado interno.

ABRA –  Quais produtos são processados?

Emerson Barros Germiniani – Os produtos processados são resíduos de carne e ossos bovinos.

ABRA –  Qual é a atual capacidade de processamento da FRIVASA?

Emerson Barros Germiniani – A capacidade diária do setor é de 100 toneladas de resíduos.

ABRA –  Atualmente, quais são os principais mercados compradores da empresa?

Emerson Barros Germiniani – Nossos principais mercados compradores são as indústrias de cosméticos, granjas e pet food, visto que, a farinha de carne e ossos são ingredientes que entram na formulação como fonte de proteína, fósforo, cálcio e gordura, além do seu alto teor de digestibilidade.

ABRA – Qual a sua opinião sobre a participação da FRIVASA no mercado de exportação?

Emerson Barros Germiniani – Os mercados internos de farinha de carne, ossos e de sebo industrial variam de acordo com a situação de abate dentro dos frigoríficos, ou seja, quando aumentam os abates, sobra mercadoria e a consequência é a diminuição dos preços (oferta maior  que a procura), sacrificando as margens de lucro. E é a partir daí, que surge a necessidade de outra opção de mercado, ou seja, o mercado de exportação. Além de ser mais um cliente em potencial, traz maior segurança ao empreendimento de quem trabalha com subprodutos, visto que há uma possibilidade de equilibrar a demanda e assim, as margens de lucro com mais opções de mercado.Outro benefício que analiso está relacionado às exigências do produto em relação à especificação requerida, e por esse motivo, as empresas precisam ter processos produtivos com qualidade e padrão, adequando os mesmos às mais rígidas legislações do país comprador.

ABRA – Quais são os produtos e a quantidade e o destino?

Emerson Barros Germiniani – Os produtos fornecidos são farinha de carne, ossos e sebo bovino. O empreendimento produz atualmente em torno de 30 toneladas de farinha no primeiro turno e 20 toneladas de sebo nos dois turnos de trabalho.

ABRA – Está satisfeito com o mercado externo?

Emerson Barros Germiniani – Estarmos habilitados recentemente para exportar a farinha de carne e ossos a todos os países da Lista Geral e ainda não iniciamos as vendas. Mas, estamos empenhados em agilizar essas transações comerciais, visto que temos um produto da mais alta qualidade e disponibilidade de vendas.

ABRA – Em Minas Gerais, qual é a colaboração da empresa com o meio ambiente?

Emerson Barros Germiniani – A indústria de farinha de carne e osso tem um papel crucial na questão do meio ambiente e na agropecuária, pois o setor “recicla” resíduos não comestíveis (subprodutos) dos frigoríficos e redes varejistas, tornando-os ingredientes para ração. Além da utilização de resíduos gerados do abate da própria indústria, a empresa faz a coleta, na região, de ossos de açougues para utilizar no processamento da farinha e desta maneira, colabora para um destino adequado a algo que não tem mais valor aos comerciantes, porém que causa um grande impacto negativo no meio ambiente quando descartado de forma inadequada.

ABRA – A Frivasa faz tratamento de efluentes?

Emerson Barros Germiniani – Visando ter impacto ambiental zero, a empresa realiza investimentos para não agredir o meio ambiente, como por exemplo, o funcionamento de uma moderna Estação de Tratamento de Efluentes, com sistema anaeróbio.  Com este sistema é possível eliminar drasticamente a produção de resíduos e a poluição, minimizando o impacto ambiental sobre toda a região.

ABRA –  A empresa possui algum projeto ambiental?

Emerson Barros Germiniani – Pensando na expansão futura de produção, temos em andamento um projeto de ampliação da área de estação de tratamento de efluentes, de modo que, este tratamento poderá nos atender se elevarmos capacidade de resíduos gerados e desta forma, acatar as leis ambientais e trazer segurança à comunidade.

ABRA –  Qual a sua análise em relação ao mercado de farinhas e gorduras, em 2013?

Emerson Barros Germiniani – Mercado bem atípico, nem é coerente com as tendências normais, mesmo com a forte pressão da soja que influencia diretamente nas rações e diminuição nas escalas de abate, ainda sim, não tem apresentado margens satisfatórias.

ABRA – Qual a importância da ABRA para a sua empresa?

Emerson Barros Germiniani – Além das informações prestadas na área de graxarias, possibilitando que todos que atuam neste setor estejam informados e atualizados, a ABRA possui um departamento técnico altamente capacitado em nos auxiliar nas diversas áreas de nutrição e reciclagem animal. Através das orientações que recebemos de alguns desses profissionais, nos tornamos mais competitivos e conseguimos melhorar ainda mais a qualidade de nossos produtos, e assim, alcançarmos o patamar que hoje a nossa empresa se encontra.
Fonte: Revista Graxaria Brasileira – Edição setembro/Outubro – Página 6,7.